O Homem Civilizado e os Animais

E se…….
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Em um tempo não muito distante, o homem dito civilizado tinha hábitos que seriam completamente condenados pela sociedade atual. Há pouco mais de um século, escravizar seus semelhantes era considerado algo moralmente aceito por muitos.

No Brasil Colônia, estima-se que mais de 3 milhões de africanos foram trazidos para trabalharem como escravos nas lavouras. Nessa época, o tráfico de escravos era  atividade mais lucrativa do sistema colonial.

Antes de partirem rumo à travessia do Atlântico, homens, mulheres e até crianças tinham seus corpos marcados a ferro quente. Dentro das embarcações, o cenário era o mais tenebroso possível. Acorrentados até a alma, se quisessem manter as últimas esperanças de vida, se é que ainda existiam, os africanos tinham que sobreviver à superlotação dos porões, à alimentação precária, à completa falta de higiene e aos maus-tratos do homem civilizado.

Ao aportar no Novo Mundo, era comum metade dos africanos chegarem mortos. A escravidão e a cruel atividade do tráfico eram aceitas pelo Estado e, até mesmo, pelo ´amor incondicional` da Igreja. Para a sorte dos escravos, algumas pessoas indignadas começaram um movimento para colocar um fim em toda essa vergonha.

Olhando para esse passado não muito distante, o que o dito homem civilizado pratica hoje com os animais não difere muito. Considerado seres inferiores, os animais são marcados a ferro quente, aprisionados em minúsculas jaulas, sofrem os mais cruéis maus-tratos….São escravizados e assassinados aos bilhões em nome do bel-prazer e do lucro do homem civilizado.

Por mais bondoso que possa parecer melhorar as condições de vida dentro dos abatedouros, isso nao passa de um mero conforto moral. De nada adianta diminuir o número de chibatadas enquanto continuamos a escravizar e a roubar a vida de nossos semelhantes não-humanos.

Já passou do tempo de considerar civilizado aquele que não trata com respeito e igualdade os animais.

REVISTA DOS VEGETARIANOS
MARCO CLIVATI

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