Homúnculo cortical: como nosso cérebro vê nosso corpo

VOCÊ BUSCA O PODER OU SABEDORIA?
16 de maio de 2018
Urano em Touro – É Hora de Sair da Zona de Conforto
8 de junho de 2018

e você olhar no espelho, verá como seu corpo se parece por fora. O homúnculo cortical, por outro lado, representa a forma como nosso cérebro vê nosso corpo a partir do interior.

Na década de 1930, o neurocirurgião Wilder Penfield operou pacientes com epilepsia. Já que tinha a sua disposição um cérebro vivo na mesa cirúrgica, ele aproveitou para “bisbilhotar” um pouco.

O médico levantou dados a fim de descobrir quais partes do córtex cerebral controlavam quais movimentos corporais voluntários e sentimentos. O que ele descobriu foi uma visão muito distorcida do corpo humano: o homúnculo cortical.

O homúnculo cortical representa a importância de várias partes do seu corpo, determinadas pelo seu cérebro.

Por exemplo, há pouca necessidade para o cérebro de saber o que está acontecendo nos braços e pernas. Tudo que esses membros precisam fazer é ficar longe do fogo e colocar as mãos e os pés nos lugares certos.

As mãos, a língua, os órgãos genitais e as características faciais são extremamente importantes, pois dão às pessoas uma tonelada de informações sensoriais. Como resultado, elas ocupam muito espaço no cérebro.

ontribuição além do superficial

Embora o homúnculo cortical seja uma curiosidade, o trabalho de Penfield em mapear a relação do cérebro para o corpo foi inestimável.

Formado na Universidade de Princeton, ele passou por anos de treinamento na Universidade de Oxford, na Espanha, na Alemanha e em Nova York (EUA), antes de se tornar o primeiro neurocirurgião em Montreal, Canadá.

Na década de 1950, Penfield buscava tratar pacientes com epilepsia de difícil controle. Antes de um ataque epiléptico, ele sabia que os pacientes experimentavam uma “aura”, um aviso de que o ataque está prestes a ocorrer.

Penfield testou se poderia provocar esta aura com uma leve corrente elétrica no cérebro, para localizar e destruir ou remover a fonte da atividade. Enquanto os pacientes estavam plenamente conscientes, embora anestesiados, ele abriu seus crânios e tentou localizar a origem de sua epilepsia.

Sua técnica foi muitas vezes bem sucedida, mas as cirurgias experimentais levaram a uma descoberta ainda mais dramática.

A estimulação em qualquer parte do córtex cerebral trouxe respostas de um tipo ou outro, e ele descobriu que só estimulando os lobos temporais (as partes mais baixas do cérebro de cada lado) que ele poderia obter respostas significativas e integradas, como a memória, incluindo som, movimento e cor.

Ricardo Dih Ribeiro
Ricardo Dih Ribeiro
Professor e Mestre da Casa da Psicanálise. Psicanalista Clínico com especializações em Psicanálise, Estados Alterados de Consciência. Especialista em Business and Executive Coaching, Self & Professional Life Coaching e Analista Comportamental. Graduado Lídership Coach pela Escola Paulista de Coaching. Graduado em Programação Neuro Linguística. Graduado em Hipnose. Formado em Reflexologia, Florais, Alinhamento Energético e Terapias Complementares. Formado em Técnicas Projetivas Trainer da Escola Paulista de Coaching credenciado pelo IBCI - International Business Coaching Institute. Atua desde 1999 em atividades focadas no comportamento e relacionamento interpessoal com pessoas, grupos corporativos e comunidades. Atende em sua clínica, ministra aulas em psicanálise entre outros cursos dea formações profissionais, supervisiona casos clínicos, coordena grupos de estudos, realizando vivências e treinamentos de autoconhecimento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *